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Arquivo anual: 2018
Encontro em 26abr2018 – Local: Arandu
Apreciação coletiva do filme MARTÍRIO (160 min.) de Vincent Carelli no âmbito do ciclo abril indígena, com atividades nacionais e locais relacionadas ao “dia do índio”. Martírio, com narração de Vincent Carelli (DVD doado pelo mesmo ao acervo do Arandu), narra a saga do povo Guarani em luta pelo direito de permanecerem nos seus territórios de ancestralidade. A religiosidade guarani, em contraposição ao universo das festas de rodeio e dos ritos políticos brasileiros (no congresso nacional), fornece a tônica desta narrativa de resistência de um povo indígena de cultura milenar.
[em construção]
Encontro em 12abr2018 – Local: Arandu
Pauta geral: produções audiovisuais das disciplinas, metodologias de ensino de antropologia visual e reflexões sobre conteúdos curriculares para atualização do projeto do curso de Bacharelado em Antropologia
Apreciação coletiva do vídeo produzido com estudantes da turma de João na disciplina de Antropologia Visual II (2017.1) ENSAIO DE MONTAGEM PARA ETNOGRAFIAS FÍLMICAS (45 min.). O trabalho desenvolvido para essa disciplina contou com o apoio do estudante de pós-graduação, Caio, em período de estágio docência. Com base principalmente nas referências dadas pelas estratégias metodológicas da antropologia fílmica (Claudine de France, Annie Comolli), pelas problematizações éticas e de autoria no campo do documentário (Március Freire) e pelos filmes de Jean Rouch (Crônica de um verão, Pirâmide humana, Jaguar), foram realizadas abordagens e pesquisas fílmicas analisadas em sala de aula coletivamente a cada semana. Por fim, o professor João reuniu as diferentes “crônicas” cotidianas produzidas pelos estudantes numa montagem final de avaliação da disciplina, com base num roteiro elaborado por ele na mesa de análise/edição a partir das discussões feitas anteriormente em classe. Dessa turma formou-se um grupo para dar continuidade ao trabalho de pós-produção e finalização do vídeo.
O roteiro elaborado, portanto, durante a montagem, propõe ainda componentes reflexivos que dizem respeito ao movimento social “Liberta Rio Tinto”, à presença indígena na cidade e à importância do ensino universitário nesta região do litoral norte da Paraíba, com utilização de cenas aéreas de arquivo, produzidas no projeto de extensão “UFPB 60 anos” sob coordenação do professor Oswaldo. O vídeo expressa, em seu conjunto, o contexto da cidade e da própria experiência de ensino no Laboratório de Antropologia Visual do campus IV, de onde emergem cenas cotidianas vivenciadas pelxs estudantes ao longo dos meses de outubro e novembro de 2017, seus desafios, preocupações e encontros, consigo mesmxs e com moradorxs e comerciantes da região. Apresenta cenários que vão desde a periferia, no limite das zonas rurais, passam pela paisagem marítima do litoral e retornam às dinâmicas de sociabilidade da vida urbana nas pequenas cidades da região.
No encontro desse dia estudantes diversos falaram, seja da experiência de participar do vídeo feito para a disciplina, seja da primeira impressão provocada pelo vídeo (em quem não cursou a disciplina) e da identificação que sentiram em face das personagens criadas. Críticas e sugestões de reedição/finalização também tiveram lugar. Contribuições válidas para a conclusão do vídeo, bem como para a avaliação geral da formação em antropologia visual, a qual vêm sendo oferecida no curso através de uma série de disciplinas concatenadas entre si (Introdução à etnodocumentação, Introdução à antropologia visual, Técnicas e estéticas do audiovisual I e II, Antropologia visual I e II), bem como para a reformulação e atualização das ementas e metodologias de ensino adotadas.
Gente presente: João, Muniz, Caio, Rafaella, Vitor, Glauco, Edileuza, Melba
Acervo Filmografia – Arandu
Lista de filmes e documentários que temos em nosso acervo no Laboratório de Antropologia Visual Arandu. Estão disponíveis para estudantes assistirem na sala de exibição do Arandu mediante agendamento prévio. Agradecemos a todas as doações que nos ajudaram a construir esse acervo.
- Fazendo a Feira – Documentário Sonoro Etnográfico (Porto Alegre, Janeiro de 2004), BIEV – PPGAS – UFRGS
- No Mercado tem tudo que a gente come: estudo antropológico da duração das práticas de mercado de rua no mundo urbano contemporâneo – Viviane Vedana e Rafael Devos, BIEV – PPGAS – UFRGS
- Uma história Severina o Cordel, a música, um filme – J Borges (wwwa.anis.org.br)
- Em Cantos da Praça – Ana Luiza Carvalho da Rocha – Grupo de Estudos: “Estudo Antropológico de Itinerários Urbanos, Memória Coletiva e Formas de Sociabilidade no Mundo Urbano Contemporâneo. BANCO DE IMAGENS e efeitos visuais – laboratório de Antropologia Social – PPGAS – UFRGS
- Arqueologias Urbanas – Memórias do Mundo – Ana Luiza Carvalho da Rocha Maria Henriqueta Satt. BANCO DE IMAGENS e efeitos visuais – laboratório de Antropologia Social – PPGAS – UFRGS
- Indígenas Digitais – Um documentário de Sebastian Gerlic sobre a apropriação que os indígenas fazem das tecnologias da Nova Era.
- Kapinawa meu povo conta – Centro de Cultura Luiz Freire
- Solitario Anonimo – Debora Diniz
- I Festival – Théo Brandão de Fotografias e Filmes Etnográficos – Povos Indígenas (UFAL – Catalogação na fonte Universidade Federal de Alagoas Biblioteca Central Divisão de Tratamento Técnico)
- Carmen Junqueira – Kamaiurá a Antropologia MENOS – Direção: Edson Passetti (Programa de Estudos pós-graduados em Ciências Sociais PUC-SP TV PUC)
- A Tradição do Bará do Mercado – Direção de Ana Luiza Carvalho da Rocha (Petrobras)
- Memorial Indígena Sateré – Mawé, Trajetórias em Manaus
- Iburi Trompete dos Ticunas – Filme de Edson Matarezio (Apoio USP)
- A invenção de Brasília – Um documento dirigido por Renato Barbieri, roteiro Victor Leonardi (Videografia & TV Cultura)
- Memorial Indígena Sateré-Mawé Trajetórias em Parintins – Roteiro e edição: Diana Paola Gómez Mateus (Núcleo de Antropologia Urbana da USP)
- Acampamento Terra Livre – Memórias de Seis Anos de Luta – Produzido por AGATA Tecnologia Digital LTDA. – APIB – Articulação dos povos Indígenas do Brasil
- Concurso Pierre Verger (coleção de vídeos e fotos etnográficos 1996/2008, Claudia Turra-Magni, Clarice Ehlers Peixoto (organizadores), Realização: ABA Associação Brasileira de Antropologia, Produção: LEPPAIS/UFPEL INARRA/UERJ IAD/UFPEL
- DOCUMENTÁRIO VOZES DE MULHERES – SUELY SOUZA DE LUNA GOMES (Rio Tinto – PB 2012) Universidade Federal da Paraíba Campus IV – LITORAL NORTE, Curso de Antropologia
- Sé Mak Sala Tenkeser Selu Sala – Um Filme de Daniel Simão (Desafios de justiça, direitos e diferenças em Timor-Leste (Negociando Tradições e Modernidades) IRIS (Laboratório de imagem e Registro de Interações Sociais)
- Na Corda do Círio – Um documentario dirigido por Renato Barbieri, roteiro Victor Leonardi (Videografia e Ministerio da Cultura)
- As Sementes – Universidade Federal do Rio de Janeiro, Direção: Beto Novaes, Cleisson Vidal
- As Maiores Venturas – JORNADA DE ROQUE LARAIA (Uma produção do Laboratório de imagem e Registro de Interações Sociais do Departamento de Antropologia da Universidade de Brasilia – IRIS – DAN/unb)
- Bicha – BRABA, um filme de Soraya Fleischer (Uma produção do Laboratório de imagem e Registro de Interações Sociais do Departamento de Antropologia da Universidade de Brasília – IRIS / DAN / UNB)
- O Barco dos Sonhos – Direção Ana Luiza Carvalho da Rocha Rafael Devos (Banco de Imagens e efeitos visuais – Laboratório de Antropologia Social PPGAS-UFGS)
- A cidade e duas Ruínas – Direção: Ana Luiza Carvalho da Rocha (Banco de Imagens e efeitos visuais – Laboratório de Antropologia Social PPGAS-UFGS)
- Escola sem PREconceitos – Direção Pedro Nunes (Núcleo Interdisciplinar de pesquisa e Ação sobre a Mulher e Relações de Sexo e Gênero – NIPAM, Universidade Federal da Paraíba)
- O Novo Quilombo Chegou – Direção: Darllan da Rocha
- Séculos Indígenas no Brasil (Ministério da Cultura, Secretaria da cidadania e da Diversidade cultural- Universidade Federal da Paraíba – Núcleo de Cidadania e dIREITOS hUMANOS/CCHLA e Karioka Multimedia Produções)
- Paralelo 10 – os Ultimos Índios Completamente Livres do Planeta, Direção de Dilvio da-rin e Equipe
- Bodas de Aruanda – Direção de Chico Sales
- Revelando os Brasis ano IV – Realização IMA Instituto Marin Azul
- Memorias Retomadas – Cacique Vado – Realização AVAEDOC, Direção João Mendonça
- Tecido Memoria – Direção Sergio Leite Lopes, Celso Brandão, Rosilene Alvim – Museu Nacional UFRJ (Programa de pós-graduacao em antropologia social, núcleo de antropologia da política)
- O que Lévi-Strauss deve aos Ameríndios (Whats Lévi-Strauss ores to the Amerindians) direção Edson Matarezio (Laboratório de Imagem e Som em Antropologia – Departamento de aNTROPOLOGIA – FFLCH – Universidade de São Paulo)
- Ehcimakî-Kirmañhe, Um debate na saúde Indígena – Roteiro, produção e direção: Guiliano Jorge, Marcus Leopoldino, Paula Sales, Pedro Perazzo e Tunico Amâncio
- A marcha dos três Reis, Devotos dos Magos – Realização Devotos dos magos e Clube do Violeiro de Brasília
- Narradores Urbanos – Antropologia Urbana e Etnografia nas Cidades Brasileiras, direção Cornelia Eckert e Ana Luiza Carvalho da Rocha:
- J. Guilherme Magnani – São Paulo
- Ruben Oliven – Porto Alegre
- Teresa Caldeira – São Paulo
- Narradores Urbanos – Antropologia Urbana e Etnografia nas Cidades Brasileiras, direção Cornelia Eckert e Ana Luiza Carvalho da Rocha
- Eunice Durham – São Paulo
- Gilberto Velho – Rio de Janeiro
- Ruth Cardoso – São Paulo
- Cê me dá Licença – Capitão Julinho e o congado de Fagundes MG, Realização Devotos dos magos e Clube do Violeiro de Brasília
- Prelúdio – Microfone, Senhora – direção Rose Satiko Hikiji (Laboratório de Imagem e Som em Antropologia – Departamento de aNTROPOLOGIA – FFLCH – Universidade de São Paulo)
- Conversa Sobre a Legalização do Aborto, produção: CEMINA
- Passagem e Permanência – Três Ensaios em Torno do 7 de Setembro de Rio Tinto – PB, Realização AVAEDOC, direção: João Mendonça
- O Rebeliado, um documentário de Bertrand Lira
- Lá do Leste – Um filme de Carolina Caffé e Rose Satiko Gitirana Hikiji
PROJETO ARIADNE
Conheça aqui nesse link um dos projetos de extensão em que a gente do AVAEDOC participou com produção e elaboração de dois vídeos sobre as condições da mulheres e as problemáticas de gênero no Vale do Mamanguape.
AVAEDOC no sítio eletrônico do Centro de Ciências Aplicadas e Educação (CCAE)
Conheça o sítio do CCAE/UFPB a partir da notícia sobre seleção de filmes produzidos pela gente do avaedoc em festival internacional.
Iniciação à fotografia – Exposição coletiva
Acesse aqui a exposição coletiva de fotografia e veja os trabalhos de estudantes da disciplina de Iniciação á Fotografia oferecida no Campus IV da UFPB pelo curso de Bacharelado em Antropologia.
Cine Club Vertov
O Cine Vertov é uma organização de caráter cultural, sem fins lucrativos, composta por estudantes do curso de antropologia do Campus IV da UFPB em Rio Tinto, suas atividades funcionam na sala de exibição do laboratório de antropologia visual (Arandu).
Capítulo 1- Da natureza da entidade e seus fins
Art. 1º – O Cineclube Arandu é uma organização de caráter cultural, constituída por tempo indeterminado, sem fins econômicos, sem cunho religioso ou partidário, que se regerá pelo presente estatuto e pelas disposições legais aplicáveis.
Art. 2º – O Cineclube tem sede e foro em Rio Tinto, do Estado da Paraíba e sua sede está instalada no Campus IV da Universidade Federal da Paraíba (no laboratório de Antropologia Visual- ARANDU.
Art. 3º – O Cineclube tem por finalidade difundir o conhecimento das imagens em movimento (cinema/vídeo) de maneira articulada à difusão dos saberes antropológicos e propiciar discussões acerca da politização da arte enquanto passo inicial de uma discussão mais ampla sobre o lugar das imagens em movimento no mundo contemporâneo.
Art. 4°- O cineclube busca propiciar à comunidade universitária (e do entorno) sessões de projeção de filmes (cinema/vídeo) periódicas, promovendo debates com o público presente a cerca dos temas dos filmes exibidos. Constituir programações que correspondam aos problemas e assuntos que são abordados no curso de antropologia e que contemplem a difusão da cultura cinematográfica surgida no século XX em diversos países.
Capítulo 2- Dos associados
Art. 5°- O cineclube tem como associado um número ilimitado de estudantes do curso de antropologia. As categorias de comissões serão decididas por Reuniões entre os associados, na qual discutir-se-ão as funções que serão delegadas para os integrantes.
Art. 6º – São deveres dos associados: a) Cumprir e fazer cumprir o presente estatuto; b) Respeitar e cumprir as decisões da Assembléia Geral; c) Zelar pelo bom nome do Cineclube; d) Defender os interesses do Cineclube; e) Comparecer às assembléias gerais;
Art. 7º – São direitos dos associados: a) Participar de todas as atividades promovidas pelo Cineclube em caráter preferencial; b)Poder indicar filmes para exibição nas sessões; c)Convocação de reuniões caso algum integrante veja necessidades;
Capítulo 3 – Disposições finais
Art. 8°- O cineclube tem como parceiros o laboratório de Antropologia Visual Arandu. Juntamente com o grupo de pesquisa AVAEDOC (Antropologia Visual, Artes, Etnografia e Documentário). Art. 9°- As sessões serão realizadas de 15 em 15 dias, nas quintas-feiras, no horário de 15h às 17h.
O Estatuto foi formulado pela comissão organizadora (Guilherme, Muniz e Caio) no dia 11 de novembro de 2013.
15ª – Sessão / Cine Clube Vertov, apresenta:
Filme: Castelo de Ventos
Direção: Tânia Anaya
Data: 30/03/2018
Filme:Quem são elas?
Direção: Débora Diniz
Data: 30/03/2018
Filme: Olhos de Ressaca
Direção: Petra Costa
Data: 30/03/2018
ANTROPOLOGIA E IMAGENS: número especial da REVISTA MUNDAÚ
Acesse aqui a REVISTA MUNDAÚ em seu número especialmente dedicado às discussões em torno de antropologia e imagem, com artigo de pesquisadores do AVAEDOC.
Encontro em 22mar2018 – Local: Arandu
Seminário com pesquisador (doutorando da UFRN) convidado: Leandro Durazzo
“Exercícios em cartografia social junto aos Tuxá de Rodelas/BA: do mapa técnico à memória riscada na areia”
Apreciação e discussão coletivas a partir do mapa elaborado com os índios Tuxá no âmbito do projeto “Nova cartografia social dos povos tradicionais indígenas”, coordenado por Alfredo Wagner de Almeida. Apresentação da situação dos Tuxá de Rodelas, seus antecedentes históricos, criação do posto do SPI, inundação de áreas pela Barragem de Itaparica em 1988, relação com a CHESF e estado das reivindicações de territórialidade. Apresentação da pesquisa de doutoramento com os Tuxá, do projeto Tuxá de revitalização linguística nas escolas e dos seis meses de pesquisas de campo realizadas desde 2017, ao longo da retomada das terras relativas à ilha de Surubabel. Comparação entre a dimensão técnica dos mapas estudados pelo engenheiro Tuxá e as dimensões performáticas e imaginárias dos mapas e desenhos feitos na areia pelo Pajé Tuxá. Outros pontos: símbolos usados nos mapas da cartografia: o diabo, a destruição; antigos líderes; paisagens de memória mantidas após inundação (ilha da Viúva); conceito de imaginário na obra de G. Durand; regimes de imagem diurno e noturno (Durand/Bachelard); auto-demarcação e verba de manutenção temporária; fotografia guardada pelo Pajé Armando de sua estadia no Rio de Janeiro e seu uso na cartografia; uso de diferentes tipos de imagens nas cartografias sociais (fotos, desenhos, mapas, símbolos…); possibilidades de elicitação e pesquisa fílmica com o Pajé; relações possíveis entre as implicações da representação do diabo na cartografia e a teoria de Masimo Canevacci acerca da presença do diabo no esquema quaternário utilizado para análise de filmes do cinema mundial; relações com os Truka e outras etnias da região do ponto de vista da transmissão de ensinamentos voltados ao ritual do Toré.
Gente presente: João, Gabriela, Rafael, Muniz, Caio, Geraldo, Glauco, Oswaldo.