Encontro em 12abr2018 – Local: Arandu
Pauta geral: produções audiovisuais das disciplinas, metodologias de ensino de antropologia visual e reflexões sobre conteúdos curriculares para atualização do projeto do curso de Bacharelado em Antropologia
Apreciação coletiva do vídeo produzido com estudantes da turma de João na disciplina de Antropologia Visual II (2017.1) ENSAIO DE MONTAGEM PARA ETNOGRAFIAS FÍLMICAS (45 min.). O trabalho desenvolvido para essa disciplina contou com o apoio do estudante de pós-graduação, Caio, em período de estágio docência. Com base principalmente nas referências dadas pelas estratégias metodológicas da antropologia fílmica (Claudine de France, Annie Comolli), pelas problematizações éticas e de autoria no campo do documentário (Március Freire) e pelos filmes de Jean Rouch (Crônica de um verão, Pirâmide humana, Jaguar), foram realizadas abordagens e pesquisas fílmicas analisadas em sala de aula coletivamente a cada semana. Por fim, o professor João reuniu as diferentes “crônicas” cotidianas produzidas pelos estudantes numa montagem final de avaliação da disciplina, com base num roteiro elaborado por ele na mesa de análise/edição a partir das discussões feitas anteriormente em classe. Dessa turma formou-se um grupo para dar continuidade ao trabalho de pós-produção e finalização do vídeo.
O roteiro elaborado, portanto, durante a montagem, propõe ainda componentes reflexivos que dizem respeito ao movimento social “Liberta Rio Tinto”, à presença indígena na cidade e à importância do ensino universitário nesta região do litoral norte da Paraíba, com utilização de cenas aéreas de arquivo, produzidas no projeto de extensão “UFPB 60 anos” sob coordenação do professor Oswaldo. O vídeo expressa, em seu conjunto, o contexto da cidade e da própria experiência de ensino no Laboratório de Antropologia Visual do campus IV, de onde emergem cenas cotidianas vivenciadas pelxs estudantes ao longo dos meses de outubro e novembro de 2017, seus desafios, preocupações e encontros, consigo mesmxs e com moradorxs e comerciantes da região. Apresenta cenários que vão desde a periferia, no limite das zonas rurais, passam pela paisagem marítima do litoral e retornam às dinâmicas de sociabilidade da vida urbana nas pequenas cidades da região.
No encontro desse dia estudantes diversos falaram, seja da experiência de participar do vídeo feito para a disciplina, seja da primeira impressão provocada pelo vídeo (em quem não cursou a disciplina) e da identificação que sentiram em face das personagens criadas. Críticas e sugestões de reedição/finalização também tiveram lugar. Contribuições válidas para a conclusão do vídeo, bem como para a avaliação geral da formação em antropologia visual, a qual vêm sendo oferecida no curso através de uma série de disciplinas concatenadas entre si (Introdução à etnodocumentação, Introdução à antropologia visual, Técnicas e estéticas do audiovisual I e II, Antropologia visual I e II), bem como para a reformulação e atualização das ementas e metodologias de ensino adotadas.
Gente presente: João, Muniz, Caio, Rafaella, Vitor, Glauco, Edileuza, Melba
PROJETO ARIADNE
Conheça aqui nesse link um dos projetos de extensão em que a gente do AVAEDOC participou com produção e elaboração de dois vídeos sobre as condições da mulheres e as problemáticas de gênero no Vale do Mamanguape.
AVAEDOC no sítio eletrônico do Centro de Ciências Aplicadas e Educação (CCAE)
Conheça o sítio do CCAE/UFPB a partir da notícia sobre seleção de filmes produzidos pela gente do avaedoc em festival internacional.
Iniciação à fotografia – Exposição coletiva
Acesse aqui a exposição coletiva de fotografia e veja os trabalhos de estudantes da disciplina de Iniciação á Fotografia oferecida no Campus IV da UFPB pelo curso de Bacharelado em Antropologia.
ANTROPOLOGIA E IMAGENS: número especial da REVISTA MUNDAÚ
Acesse aqui a REVISTA MUNDAÚ em seu número especialmente dedicado às discussões em torno de antropologia e imagem, com artigo de pesquisadores do AVAEDOC.
Encontro em 22mar2018 – Local: Arandu
Seminário com pesquisador (doutorando da UFRN) convidado: Leandro Durazzo
“Exercícios em cartografia social junto aos Tuxá de Rodelas/BA: do mapa técnico à memória riscada na areia”
Apreciação e discussão coletivas a partir do mapa elaborado com os índios Tuxá no âmbito do projeto “Nova cartografia social dos povos tradicionais indígenas”, coordenado por Alfredo Wagner de Almeida. Apresentação da situação dos Tuxá de Rodelas, seus antecedentes históricos, criação do posto do SPI, inundação de áreas pela Barragem de Itaparica em 1988, relação com a CHESF e estado das reivindicações de territórialidade. Apresentação da pesquisa de doutoramento com os Tuxá, do projeto Tuxá de revitalização linguística nas escolas e dos seis meses de pesquisas de campo realizadas desde 2017, ao longo da retomada das terras relativas à ilha de Surubabel. Comparação entre a dimensão técnica dos mapas estudados pelo engenheiro Tuxá e as dimensões performáticas e imaginárias dos mapas e desenhos feitos na areia pelo Pajé Tuxá. Outros pontos: símbolos usados nos mapas da cartografia: o diabo, a destruição; antigos líderes; paisagens de memória mantidas após inundação (ilha da Viúva); conceito de imaginário na obra de G. Durand; regimes de imagem diurno e noturno (Durand/Bachelard); auto-demarcação e verba de manutenção temporária; fotografia guardada pelo Pajé Armando de sua estadia no Rio de Janeiro e seu uso na cartografia; uso de diferentes tipos de imagens nas cartografias sociais (fotos, desenhos, mapas, símbolos…); possibilidades de elicitação e pesquisa fílmica com o Pajé; relações possíveis entre as implicações da representação do diabo na cartografia e a teoria de Masimo Canevacci acerca da presença do diabo no esquema quaternário utilizado para análise de filmes do cinema mundial; relações com os Truka e outras etnias da região do ponto de vista da transmissão de ensinamentos voltados ao ritual do Toré.
Gente presente: João, Gabriela, Rafael, Muniz, Caio, Geraldo, Glauco, Oswaldo.
Encontro em 01mar2018 – Local: Arandu
Lembrança das principais pautas definidas para o período/semestre (textos e outras referências serão oportunizados a cada sessão): seminários com pesquisadorxs convidadxs (Leandro Durazzo, Juliana Crelier); pesquisador do grupo (Glauco: pesquisa de mestrado em Antropologia Visual defendida na UFPE); apreciação dos trabalhos de estudantes da disciplina de Introdução à Antropologia Visual (ministrada por Oswaldo); apreciação do vídeo desenvolvido para a disciplina de Técnicas e Estéticas do Audiovisual II (ministrada por Oswaldo e João, com Muniz estagiário); apreciação do vídeo desenvolvido para a disciplina de Antropologia Visual II (ministrada por João, com Caio estagiário); apreciação das pesquisas fílmicas sobre cinema e expectorialidades (em João Pessoa, Caxambu/MG e no vale do Mamanguape) com imagens de Eduardo, Muniz e João em diferentes contextos (encontro da COMPÓS com André Dib, encontro da ANPOCS e pesquisa de mestrado).
Rodada de apresentações breves de cada pessoa (estudantes visitantes e pesquisadores avaedoc)
Apreciação e dicussão coletiva das imagens filmadas durante a procissão de Nossa Senhora dos Navegantes, entre a Baía da Traição e a Barra de Mamanguape (litoral norte da Paraíba), parte integrante de pesquisa desenvolvida por Oswaldo desde 2016. Construção de perspectivas de trabalho coletivo para um projeto de criação fílmica que ressalte a polifonia da festa, suas dimensões variadas entre a exuberância da natureza e o papel das marés e as diferentes peregrinações envolvidas no evento; comparação com pesquisas anteriores sobre folguedos populares em Minas Gerais e delineamento das tendências atuais das pesquisas sobre imagens da cultura popular (linha de pesquisa coordenada por Oswaldo) no Vale do Mamanguape. Outros pontos: estratégias de filmagem e concepções de polifonia; Babilônia de Eduardo Coutinho; preocupações éticas em relação às pessoas abordadas e a dimensão sagrada envolvida (ou como conciliar uma expressão da pluralidade da festa num mesmo vídeo compartilhado com participantes de motivações diversas, entre o sagrado e o profano?); técnicas e equipamentos utilizados até o momento nas captações: lapela, gopro, estabilizador…; dificuldades técnicas originadas dos ruídos diversos e da busca de depoimentos durante as festividades; perspectivas para criação de personagens coletivas e individuais; vídeo produzido para a comunidade religiosa de Barra do Mamanguape; comparação entre o circuito de trocas mobilizado antes, durante e depois das festividades com o circuito do Kula revelado por Malinowski no seu livro “Argonautas do pacífico ocidental”.
Gente presente nesse dia: Caio, Oswaldo, Muniz, Rafaella, Guilherme, Vitor, Letícia, Adneuse, Amanda, Diego, Glauco, João.
Publicações e ebooks gratuitos da Associação Brasileira de Antropologia (ABA)
Em 2014 foi publicado pela ABA o ebook ANTROPOLOGIA VISUAL: PERSPECTIVAS DE ENSINO E PESQUISA organizado com participação de pesquisador do AVAEDOC, acesse aqui a página do portal da ABA-publicações para procurar e baixar essa obra, bem como para conhecer todas as demais publicações eletrônicas desta Associação.
SÍTIO ELETRÔNICO DA SOCIEDADE PARA ANTROPOLOGIA VISUAL
A Sociedade para Antropologia Visual (SVA) é uma seção da Associação Americana de Antropologia (AAA). Foi fundada em 1984 e mantém uma Revista de Antropologia Visual e um Festival de Filmes e Mídias. Clique aqui para conhecer o sítio eletrônico da SVA.
Projeto pedagógico de curso com área de formação em antropologia visual
O Projeto Pedagógico de Curso (PPC) do Bacharelado em Antropologia contempla duas áreas de formação integradas: antropologia social e antropologia visual. Desde seu primeiro projeto e início de funcionamento em 2007, como também na primeira reformulação do PPC, concluída em 2010 com participação de docentes do AVAEDOC, as duas formações são contempladas pelo currículo desse curso, o qual, devido ao seu caráter inovador, já nasceu com um Laboratório de Antropologia Visual previsto, incluído em seu planejamento acadêmico e orçamentário (foi inaugurado em 2011).
Diversos docentes, desde 2008, têm contribuído com suas experiências para a atualização teórica-metodológica e experimentação prática nas disciplinas de introdução à etno-documentação e antropologia visual, tecnicas e estéticas do audiovisual I e II e antropologia visual I e II. Novas propostas de reformulação do PPC deverão atualizar e aperfeiçoar o conjunto dos conteúdos curriculares dessa área de formação. Trabalhos de Conclusão de Curso com apresentação de vídeos curtos têm levado pesquisas desenvolvidas no campus IV para telas de Mostras e Festivais de filmes documentários dentro e fora da Paraíba, tanto quanto para os usuários da rede mundial de computadores.
Acesse aqui o PPC atualmente vigente no curso de Bacharelado em Antropologia (reconhecido pelo MEC desde 2012).