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Encontro em 19out2017 – Local: CCTA/UFPB/Cine Aruanda

O encontro dessa semana (previsto para dia 19) foi bastante especial pois foi um encontro com o pessoal da SOCINE, a Sociedade Brasileira de Estudos de Cinema e Audiovisual. Então a gente foi mesmo lá para o campus I aproveitar esse XXI Encontro da SOCINE (17-20 de outubro), que teve como encerramento uma conferência magistral do Ismail Xavier lá no Cine Aruanda. Ismail foi apresentado pelo Mateus Araújo, que esteve com a gente em 2010 e 2012, nas Mostras Jean Rouch e Pierre Perrault, respectivamente. Segue abaixo uma pontuação das atividades que a gente foi presenciar. Eduardo e Muniz fizeram, inclusive, imagens de uma caminhada nos antigos cinemas do Centro.

Seminário Temático: Exibição cinematográfica, espectorialidades e artes da projeção no Brasil

Seminário Temático: Cinema e Ciências Sociais: diálogos e aportes metodológicos

Cinema e Resistência

Painél: Arquivo e ensaio

Gente que esteve presente lá: João, Eduardo, Caio e Muniz.

Encontro em 5out2017 – Local: ARANDU

Apreciação dos gráficos relativos à produção audiovisual dos 30 programas de pós-graduação da área de antropologia/arqueologia, com ênfase na importância da produção do avaedoc cadastrada junto ao PPGA/UFPB, para os resultados positivos alcançados no âmbito da avaliação quadrienal da CAPES.

Representação do avaedoc no evento sobre pesquisa no CCAE em 26out2017 (sigaeventos).

Projeto conversas sobre antropologia visual (atualização de andamento, transcrições, etc.).

Apresentação do projeto “etnografia da seca” pela Profa. Luciana e Prof. Oswaldo e proposta de criação do observatório da transposição das águas do São Francisco, com imagens produzidas em julho2017.

Apreciação de trabalhos fotográficos em andamento na disciplina de Iniciação à Fotografia.

Gente que esteve presente nesse dia: Rafael, Rayssa, Joase, Muniz, Caio, João, Luciana, Glauco, Oswaldo

Encontro em 21set2017 – Local: ARANDU

Apresentação do projeto de atualização do sitio eletrônico do AVAEDOC na plataforma wordpress

Imagens e videos do encontro do Prof. Oswaldo com os Gavião Parakateje mediado por fotografias do acervo avaedoc/ARANDU. Os Gavião vivem na Terra Indígena Mãe Maria, localizada no município de Bom Jesus do Tocantins, no estado do Pará.

Comentários sobre a disciplina Técnicas e Estéticas do audio-visual II, onde um grupo de estudantes estão a desenvolver um trabalho de etnografia da memória da pixação dentro do campus IV

Gente que esteve nesse dia: Caio, Fernanda, Rafaella, Janaina, José, João Vítor, Monice, Tricia, Vitoria, Oswaldo, João, Luciana

Encontro em 17ago2017 – Local: Arandu

Apresentação e apreciação crítica de filmes produzidos por estudantes junto à disciplina ministrada pelo Prof. Oswaldo: Festa da Padroeira; We are Hip Hop; Palco Preguiça; A canoa e o canoeiro; Lapinha do Alto do Tambá e Ser Mulher e Ser Vaqueira.

Comentários sobre o curso de extensão em edição ministrado pelo técnico do Arandu, prof. Glauco Machado.

Gente que esteve nesse dia: Caio, Fernanda, Rafaella, Janaina, José, João Vítor, Monice, Tricia, Vitoria, Oswaldo, João, Luciana

Vídeo nas Aldeias (VNA)

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Criado em 1986, Vídeo nas Aldeias (VNA) é um projeto precursor na área de produção audiovisual indígena no Brasil. O objetivo do projeto foi, desde o início, apoiar as lutas dos povos indígenas para fortalecer suas identidades e seus patrimônios territoriais e culturais, por meio de recursos audiovisuais e de um produção compartilhada com os povos indígenas com os quais o VNA trabalha.

O VNA surgiu dentro das atividades da ONG Centro de Trabalho Indigenista, como um experimento realizado por Vincent Carelli entre os índios Nambiquara. O ato de filmá-los e deixá-los assistir o material filmado, foi gerando uma mobilização coletiva. Diante do potencial que o instrumento apresentava, esta experiência foi sendo levada a outros grupos, e gerando uma série de vídeo sobre como cada povo incorporava o vídeo de uma maneira particular.

Em 1997, foi realizada a primeira oficina de formação na aldeia Xavante de Sangradouro. O VNA foi distribuindo equipamentos de exibição e câmeras de vídeo para estas comunidades, e foi criando uma rede de distribuição dos vídeos que iam produzindo. Foi se desenvolvendo e gerando novas experiências, como promover o encontro na vida real dos povos que tinham se conhecido através do vídeo, “ficcionar” seus mitos, etc.

O VNA foi se tornando cada vez mais um centro de produção de vídeos e uma escola de formação audiovisual para povos indígenas. Desde o “Programa de Índio” para televisão em 1995, até a atual Coleção Cineastas Indígenas, passando por todas as oficinas de filmagem e de edição do VNA, em parceria com ONGs e Associações Indígenas, o projeto coloca a produção audiovisual compartilhada ao centro das suas preocupações.

Em 2000, o Vídeo nas Aldeias se constituiu como uma ONG independente. A trajetória do Vídeo nas Aldeias permitiu criar um importante acervo de imagens sobre os povos indígenas no Brasil e produzir uma coleção de mais de 70 filmes, a maioria deles premiados nacional e internacionalmente, transformando-se em uma referência nesta área.

[Fonte: Texto Original do Site – http://www.videonasaldeias.org.br/2009/vna.php?p=1]

Vincent Carelli, cineasta e também fundador do Vídeo nas Aldeias, teve uma rápida participação num dos projetos desenvolvidos pelo AVAEDOC, em 2012, quando concedeu uma entrevista acerca de seus trabalhos no início dos anos 1980 no Centro de Trabalho Indigenista, com imagens dos Potiguara da Baía da Traição. Posteriormente, ele e Ana Carvalho estiveram com a gente na abertura da Mostra VARAN em Rio Tinto, ocorrida em abril de 2016. Em julho de 2017 solicitou o acesso a alguns itens (películas super-8 e fitas High-8) do Fundo documental “José Humberto Nascimento” para uso no projeto “Adeus Capitão” (imagens dos índios Parakatejê do Pará), terceiro filme na linha inaugurada por Corumbiara e continuada com Martírio.

NAVISUAL

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O Navisual tem se consolidado como um importante espaço para a divulgação do material etnográfico produzido por pesquisadores e para a discussão do uso de técnicas audiovisuais na pesquisa antropológica. Atualmente sob a coordenação a Profa. Cornélia Eckert, visa dinamizar a utilização dos recursos audiovisuais disponíveis no Laboratório de Antropologia, documentar suas atividades, bem como estimular o desenvolvimento teórico e metodológico da antropologia visual na pesquisa.

 

[Fonte: Texto Original do Site – https://www.ufrgs.br/ppgas/nucleos/navisual/]

O NAVISUAL e o BIEV (Banco de imagens e efeitos visuais) são uma importante referência para a gente, suas coordenadoras, docentes Cornélia Eckert e Ana Luiza Carvalho da Rocha, ministraram um seminário de três dias em Rio Tinto, em junho de 2011. Esse seminário de Antropologia Visual em Rio Tinto, em parceria com um dos núcleos mais antigos do Brasil, serviu como base para despertar vocações e pesquisas entre a gente. Posteriormente, em dezembro de 2016, através do PPGA, tivemos outra atividade em Rio Tinto com a Profa. Cornélia Eckert, quando pudemos acompanhar os trabalhos mais recentes de seu grupo, como também assistir às imagens produzidas durante a oficina ministrada em 2011. Em abril de 2017, alguns trabalhos desenvolvidos no AVAEDOC foram apresentados num seminário do NAVISUAL na UFRGS em Porto Alegre.

Seminário Imagem e Conhecimento

Seminário Imagem e conhecimento: perspectivas de pesquisa nos campos da antropologia e arqueologia

Com Aina Azevedo, Carlos Xavier Netto, Marcos Carvalho e Patrícia Pinheiro

Organização: João de Mendonça, Oswaldo Giovannini Jr. e Glauco Machado

QUANDO: dia 24 de abril (segunda-feira), às 9:30 às 16:30 (duração total 6h), inscrições no local

ONDE: Rio Tinto – Sala de exibição ARANDU (capacidade 30 lugares)

Como as imagens participam da produção de conhecimento nos campos da antropologia e arqueologia? Este Seminário procura fomentar a reflexão sobre os usos das imagens e suas conceituações em diferentes “sub-campos” e modalidades. Tem por objetivo perceber as complexidades e problemáticas levantadas pelo uso das imagens a partir de experiências de pesquisadores oriundos de formações diversas, de maneira a discutir possíveis articulações sejam elas teóricas, metodológicas, epistemológicas, estéticas, etc. Quer-se, dessa maneira, trazer elementos para estimular concepções mais abrangentes e qualificadas acerca do uso de imagens nas pesquisas desenvolvidas entre nós.

Iniciativa associada à linha de pesquisa “Imagem, artes e performances” do PPGA em parceria com o Laboratório de Antropologia Visual ARANDU e o grupo de pesquisa AVAEDOC/CNPq (Antropologia Visual, Artes, Etnografias e Documentários).

Aina Azevedo

Mestra e doutora em Antropologia Social pela Universidade de Brasília e pós-doutora pela University of Aberdeen, atualmente é professora adjunta da Universidade Federal da Paraíba.  Em sua mais recente pesquisa dedicou-se ao estudo do desenho como metodologia e forma de exposição do conhecimento na antropologia, além de ter produzido um artigo em forma de ensaio gráfico.

Desenho e antropologia

Atualmente ocorre o que Ballard denomina de “virada gráfica”, quando diversos antropólogos passam a desenhar e expor seus desenhos em suas pesquisas. Essa novidade, entretanto, remonta a uma prática, a um só tempo, bastante comum nos primórdios da antropologia e pouco conhecido (ou reconhecida) pelos antropólogos do presente. Com esse pano de fundo, esta apresentação busca recuperar partes da história que relaciona desenho e antropologia, bem como os regimes de visualidade que a acompanham, culminando com uma apreciação do estado da arte dessa relação no presente. Além de localizar o desenho como metodologia e forma de exposição do conhecimento na antropologia, busco mostrar as nuances do “conhecer por meio do fazer” que o desenho nos traz.

Carlos Xavier Netto

Arqueólogo, mestre em Antropologia da Arte e doutor em Ciência da Informação pela UFRJ, bolsista de produtividade em pesquisa do CNPq, docente do PPGA e do PPGCI (UFPB) e coordenador do Núcleo de Documentação e Informação Histórica Regional – NDIHR (UFPB). Desenvolve pesquisas com os seguintes temas: memória e patrimônio cultural material, teoria da representação, patrimônio arqueológico, arte rupestre, preservação e digitalização do patrimônio arqueológico, interseção patrimônio e informação.

Grafismos rupestres no Cariri Paraibano

Como conceber o estudo das imagens formadas pelos grafismos pré-históricos na Paraíba? As pesquisas arqueológicas que são realizadas no espaço do Cariri Paraibanos pelo NDIHR podem ser delimitadas por três pontos, que seguem: 1.  A questão da produção dos grafismos rupestres, suas técnicas, estilísticas e composições; 2.  Os espaços de ocorrência sobre a rocha, os ambientes de ocorrência e sua distribuição; 3.  As relações entre diferentes tipos de evidências, os grafismos rupestres, os materiais líticos e cerâmicos, e os restos diretos (sepultamentos) com os devidos acompanhamentos.

Marcos Carvalho

Cientista social, mestre em Saúde Coletiva pelo IMS/UERJ, doutor em Antropologia pelo Museu Nacional/UFRJ, e atualmente pós-doutorando pelo PPGA/UFPB. Áreas de atuação: ciência, tecnologia, corpo, saúde, redes sóciotécnicas e práticas de conhecimento.

Tecnologias de visualização corporal: sobre a produção, circulação e efeitos de imagens médico-científicas

A apresentação tem como principal objetivo abordar as técnicas de imageamento corporal de um ponto de vista histórico e sócio-antropológico. Desde a segunda metade do século XIX, com a popularização da fotografia e dos Raios X, proliferou-se pelo mundo uma série de imagens tecnocientíficas do corpo humano, em um movimento crescente que se radicalizou e expandiu com o desenvolvimento mais recente de outras tecnologias de visualização, tais como o ultrassom, a ressonância magnética, a tomografia computadorizada, entre outras. O advento da era digital e sua subsequente apropriação pelos saberes-fazeres biomédicos também fez com que tal processo ganhasse ainda novas facetas, multiplicando exponencialmente a (re)produção e circulação de tais imagens por meio de softwares e modelagens gráficas. Sendo assim, busca-se apresentar introdutoriamente o potencial da abordagem antropológica e etnográfica das tecnologias médicas de visualização – tendo em vista sua capacidade de deslocar e produzir novas concepções sobre corpo, pessoa, saúde e terapêutica.

Patrícia Pinheiro

Doutora em Ciências Sociais pelo CPDA/UFRRJ e mestre em Desenvolvimento Rural pelo PGDR/UFRGS. Realizou pós-doutorado no PPGAnt/UFPEL e atualmente é pós-doutoranda no PPGA/UFPB. Atua nos seguintes temas: processos identitários, políticas públicas, agroecologia, conflitos socioambientais, memória, etnicidade e relações interétnicas.

Pesquisa, ensino e extensão com o uso de imagens no extremo sul brasileiro

Com o propósito de refletir sobre o percurso suscitado pelas imagens no trabalho etnográfico, a apresentação percorrerá projetos realizados em áreas rurais da região de Pelotas, RS, em especial a pesquisa “Saberes e Sabores da Colônia” e o projeto de extensão “Histórias de Quilombo”. Nestes trabalhos está presente um rural em que proximidade e distância convivem entre os grupos que habitam a colônia, constituindo imbricadas relações interétnicas. Com o desafio de buscar de algum modo contemplar esta complexidade, sujeita a dinâmicas e transformações, recorreu-se às imagens como catalisadoras de um processo de construção contínua da pesquisa, com ênfase para a restituição dos registros imagéticos e seus desdobramentos. As reflexões sobre essas interações encontram relação com a perspectiva de Fabian (2006) de coetaneidade, na qual o autor argumenta em favor de uma reflexão sobre o compartilhamento do tempo para uma prática etnográfica entre sujeitos.

LICENÇAS CREATIVE COMMONS

Clique aqui para entender os tipos de licença “creative commons” utilizadas para proteger direitos autorais e promover a distribuição de obras com finalidades não comerciais.

Acervos e antropologia visual: diálogo e conhecimento das imagens em Rio Tinto

Projeto concebido por João Martinho de Mendonça como desdobramento de um projeto anterior, voltado à formação de acervos (Município de Rio Tinto e TIs Potiguara: explorações iniciais de antropologia visual). Obteve apoio do Edital CNPq 43/2013 e tratou de desenvolver abordagens etnográficas ancoradas na pesquisa dos materiais fotográficos e fílmicos reunidos. Um de seus principais resultados, um vídeo que constitui também uma espécie de apresentação do projeto, além de mostrar narrativas da retomada da Terra Indígena de Monte-Mór pelo Cacique Vado (1945-2004), pode ser acessado no link abaixo.

Vídeo: Memórias Retomadas

Projeto concluído em 2016.

FILMES DA MOSTRA ARANDU 2016

A Mostra Arandu de Filmes Etnográficos foi realizada durante a 30ª Reunião Brasileira de Antropologia em João Pessoa, no Cine Aruanda (CCTA/UFPB). São filmes que a gente mesmo produziu, juntamente com outros, inscritos por pesquisadores externos.